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domingo, 9 de setembro de 2012

A última barata e o próximo terrorista




   O debitar a confirmação oficial do extermínio da última barata em Hohhot, capital da Região Autónoma Chinesa da Mongólia Interior, informação veiculada pela Agência Nova China, a par, provavelmente, das notícias sobre os esforços envergonhados de Carlos Melancia para se insinuar às boas sortes da geomância chinesa, com a erecção da estátua de uma carpa frente ao Palácio do Governador em Macau, contam-se entre alguns dos momentos mais excêntricos que me calharam em sorte como jornalista no final dos anos 80.

   Depois, claro, outras ocasiões vieram, desde, em longas entrevistas com Mikhail Gorbachev, o ex-secretário-geral, conceder a sua surpresa quanto à virulência dos movimentos nacionalistas, admitir uma ignorância genérica sobre o estado da União Soviética ao ascender ao poder em 1985, desconhecendo até o proveito das colheitas agrícolas num estado que se confrontava com o triste dilema de uma agricultura fruste e fustigada pelas rotineiras quatro estações do ano.

   Muito estranha foi, também, uma tumultuosa conversa nos jardins do palácio presidencial de Jacarta com Jusuf Habibie que acusava Kofi Annan de não ter respeitado um alegado acordo para adiar por três dias a divulgação do resultado do referendo de 30 de Agosto de 1999 de modo a permitir a declaração do estado de emergência em Timor-Leste e a substituição das unidades militares estacionadas na província por "tropas disciplinadas".

   Dizendo-se traído e humilhado pelos seus generais, em particular por Zacky Anwar Makarim, chefe dos serviços secretos indonésios em Timor, e pelo ministro da Defesa e chefe de estado-maior das forças armadas, Wiranto, o presidente indonésio jurava que se necessário fosse apelaria ao povo para se erguer contra os militares golpistas.

   Entretanto, Timor ardia e intrigantes indefinições que alimentavam, então, a crescente suspeita de que as autoridades portugueses também não estavam preparadas para o pior cenário vieram a confirmar-se preto no branco ao ler anos depois o depoimento de Ana Gomes no seu blogue "Causa Nossa".

   A antiga embaixadora revelaria, a 29 de Dezembro de 2004, ter partido "para Jacarta em Janeiro de 1999 com três meses adiantados de ajudas de custo no bolso, sem fundos para funcionamento dos serviços e sem qualquer fundo para uma emergência, que só no auge da crise de Setembro de 1999 foi disponibilizado (depois do embaixador da Holanda me emprestar dinheiro para pagar – adiantado – o avião que evacuou os jornalistas portugueses atacados no famigerado Hotel Makhota)".

                                Pequenos e diminutos pormenores

   Por tanta coisa vista e contada, chega uma altura em que se olha necessariamente, a considerável distância, os pequenos e diminutos pormenores.

  É significativa, por exemplo, a notícia de que a maioria dos multimilionários da China seja descendente directa de altos responsáveis do Partido Comunista Chinês. É uma especificidade do modelo chinês que passa em claro à maioria dos políticos que buscam a boa vontade de Pequim.

   Teríamos, a crer no Chief Executive China Online, um total de 2 932 filhos de dirigentes comunistas entre 3 320 possuidores de pecúlios acima dos 100 milhões de yuan, ou seja gente empreendedora com fortunas acima de 12 milhões de euros.

  Acontece, também, que ainda esta semana o presidente da Câmara de Xangai, Han Zheng, anunciou ter recuperado cerca de 990 milhões de euros de fundos desviados do fundo de pensões do município, pondo assim fim a uma purga política ao mais alto nível que se arrastava há meses.

                           As preocupações de Condoleezza Rice

   Pormenor por pormenor podemos assinalar aquilo que aventou, esta semana, em entrevista ao Der Spiegel o antigo chefe de operações da CIA na Europa.

   Tyler Drumheller afirmou ao semanário de Hamburgo que em tempos teve de informar a secretária de estado Condoleezza Rice acerca de uma operação de extradição extrajudicial.

   O ipsis verbis é confrangedor: "A sua preocupação principal não tinha a ver com o acerto ou erro da operação. O que lhe importava era o que o presidente poderia vir a pensar disso."

  Acha, então, o ex-responsável da CIA que "isto não é a forma correcta de conduzir operações clandestinas".

   Concisa conclusão de Drumheller que confessa, igualmente, ter chegado a pensar que a CIA tinha entregue o discurso errado a Colin Powell quando o então secretário de estado tentou convencer, em Fevereiro de 2003, o Conselho de Segurança da ONU da existência de armas de destruição maciça no Iraque, apesar das reticências dos serviços secretos norte-americanos sobre tais alegações.

                                   As tiradas de Ségolène Royal

   Que mais entre as coisas de nada?

   Ségolène Royal continua a perder-se sem tento na língua cada vez que se pronuncia sobre questões internacionais.

    Ainda antes de ter sido nomeada candidata presidencial Royal dizia, a 6 de Novembro, que o Irão, estado signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, não tinha direito a desenvolver projectos nucleares civis.

   A 23 de Janeiro haveria de repetir a mesma inanidade e dois dias depois revelava em entrevista radiofónica desconhecer quantos submarinos equipados com mísseis nucleares intercontinentais constam do arsenal francês.

   O mês já tinha, aliás, começado mal quando na sua primeira visita à China a candidata achou por bem louvar a rapidez da justiça chinesa.

  Dezembro não fora melhor com uma sucessão de declarações contraditórias acerca dos voos militares israelitas sobre o Líbano, a indiferença ante declarações de um deputado do Hizballah sobre o carácter nazi da política israelita e a afirmação de que a barreira de protecção/muro de separação erigida por Telavive na Cisjordânia se justificaria caso houvesse "um bom entendimento" entre árabes e judeus.

   Ségolène voltaria a 22 deste mês a criar a confusão com o governo canadiano ao louvar "a soberania e a liberdade do Quebeque" para acabar enredada às mãos de um humorista numa tirada equívoca sobre a independência da Córsega.

   Os sucessivos deslizes da candidata socialista não são meros sobressaltos de percurso malevolamente aproveitados pelos apoiantes de Nicolas Sarkozy.

   Acabam por revelar uma franca falta de preparação e ignorância dificilmente admissíveis numa candidata ao Eliseu.

                                 Sunita, xiita? Who cares!!!

   Por sinal, do outro lado do Atlântico, também abundam excentricidades perigosas.

  Silvestre Reyes, o novo presidente do comité da Câmara de Representantes que supervisiona os serviços de informação e espionagem dos Estados Unidos, revelou recentemente uma ignorância assombrosa em matéria de alto risco.

   Este democrata do Texas está na Câmara de Representantes há dez anos e tem servido nos comités que controlam as forças armadas e os serviços de informação.

  Combateu no Vietname e como congressista fez parte de delegações em visita a países tão inóspitos quanto o Iraque e a Coreia do Norte.
   Seria de esperar encontrar aqui um homem sabedor. Pura ilusão!

   Em entrevista a uma das revistas de referências de Washington, "Congressional Quarterly", Reyes afirmou que a Al Qaeda de Bin Laden é "provavelmente uma organização predominantemente xiita".

   O congressista não se saiu muito melhor quando lhe perguntaram o que pensava do movimento xiita libanês Hizballah. Também não sabia se eram sunitas ou xiitas.

   Lá confessou que é preciso fazer um esforço pois as questões são complexas, concedendo que pessoalmente tinha dificuldade em enquadrar as coisas.

   Nessa entrevista de Dezembro, Reyes admitia, ainda, reforçar a título excepcional o contingente militar no Iraque com mais "vinte ou trinta mil homens" por um período que poderia ir de dois a seis meses.

   Este mês ainda antes de acompanhar Nancy Pelosi numa viagem ao Iraque, Paquistão e Afeganistão, já considera inviável o envio de mais tropas, afirmando que o êxito do esforço de guerra "depende do governo iraquiano e que os Estados Unidos devem responsabilizar o governo iraquiano pelas suas acções".

   Silvestre Reyes não é caso único.

   Também o veterano e muito influente senador republicano Trent Lott depois de um encontro em Setembro com o presidente Bush já confessara não perceber porque é que xiitas e sunitas se andavam a matar uns aos outros.

   O senador republicano, outro devotado especialista em matérias militares e de segurança, admitiu mesmo que não conseguia distinguir xiitas e sunitas, parecia-lhe tudo a mesma gente. Pode, assim, imaginar-se o que terá sido a conversa na Casa Branca.

   É o que temos: ao mais alto nível de responsabilidade grassa uma ignorância atroz e criminosa que costuma revelar-se em imensos pormenores e explica muito desvario político e estratégico.

   Não é por acaso que ainda hoje se conta a história de um aristocrático diplomata da velha Europa que um dia confessou o maior dos segredos ao seu herdeiro: "a política, filho, é feita tantas vezes por gente tão ignorante que o melhor é guardarmos segredo disso".

   Era o segredo que o aristocrata tinha para contar acerca dos meandros do poder no Ancien Régime, mas que actualmente já não é possível esconder.


PS


An nescis, mi fili, quantilla prudentia mundus regatur?

Conde Axel Gustafsson Oxenstierna 1648

Jornal de Negócios
31 Janeiro 2007

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=289952

sábado, 25 de agosto de 2012

Missão impossível em Timor




Missão impossível em Timor
  A 27 de Janeiro de 1999, nove meses depois da queda de Suharto, o presidente Burhanuddin Habibie anunciava que os habitantes de Timor-Leste seriam consultados sobre a opção entre a manutenção do estatuto de vigésima sétima província da Indonésia ou a independência.

  A decisão do ex-vice-presidente de Suharto foi precipitada pela retirada do apoio político e diplomático da Austrália, único estado a reconhecer de jure a anexação de Timor-Leste, e surgiu como um recurso para obter legitimidade internacional e resolver de uma vez por todas o que o ministro dos negócios estrangeiros, Ali Alatas, classificara como "uma pedra no sapato" da diplomacia indonésia.

  Uma fuga para a frente que levou à celebração, a 05 de Maio, dos acordos de Nova Iorque entre Portugal e a Indonésia, determinando as modalidades de "consulta popular", a organizar pela ONU, para 08 de Agosto.

  O principal negociador de Lisboa, embaixador Fernando Neves, viria a admitir ("Política Internacional", Nº 21, Lisboa, 2000) que, apesar do risco inevitável da atribuição à Indonésia das funções de segurança durante o processo - dada a necessidade de reconhecer "os atributos da soberania" de Jacarta para não fragilizar a posição de Habibie -, Portugal optou, com a anuência dos líderes do Conselho Nacional de Resistência Timorense, por aproveitar uma "oportunidade única" de forma a não assumir o ónus de impedir "uma solução para o problema" que teria a consequência "mais que provável (da) retirada de Timor-Leste da agenda da ONU".

   As questões de segurança eram de importância vital, tanto mais que desde o início de 1999 oficiais das forças armadas e da polícia indonésias vinham a reforçar e armar grupos de milícias por todo o território, desencadeando uma vaga de violência que atingiu um clímax sangrento, em Abril, com massacres em Liquiçá e Díli.

   Os dados, num jogo viciado, estavam, no entanto, lançados e quando, no final de Maio, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou as suas propostas para a Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNAMET), "os responsáveis pela operacionalidade das missões ficaram consternados com o calendário aparentemente irrealista", segundo admite o líder da equipa, Ian Martin.

   A própria nomeação de Ian Martin foi uma surpresa, já que este funcionário britânico da ONU participara em missões na Bósnia, no Ruanda e no Haiti, mas fôra, entre 1986 e 1992, secretário-geral da Amnistia Internacional, organização proscrita por Suharto e pelos militares que apoiavam, então, Habibie.

   Ao longo do relato circunstanciado sobre o processo de organização do recenseamento e referendo (termo evitado por via das sensibilidades políticas indonésias), da vaga de violência e da intervenção militar internacional em Setembro, Ian Martin confronta uma questão chave: teria sido possível evitar o banho de sangue e a destruição?

   Martin não esconde as divergências de análise dos funcionários da ONU, quer no terreno, quer em Nova Iorque, mas admite que o calendário estava à partida condicionado pela necessidade de concluir a consulta em Agosto de modo a que o órgão legislativo supremo da Indonésia, a Assembleia Consultiva Popular, aprovasse, em Setembro ou Outubro, a eventual anulação do decreto de integração de Timor-Leste.

   O chefe da UNAMET e Representante Especial para a Consulta Popular em Timor-Leste, chegado a Díli a 01 de Junho, confessa, no entanto, a sua perplexidade. No princípio de Julho, antes do início do recenseamento, Martin estava na posse de provas concludentes do envolvimento de militares indonésios nos actos de violência das milícias, e reconhecia ser "difícil perceber qual era a verdadeira política do governo indonésio." Restava-lhe admitir o dilema: "Embora a posição indonésia oficial fosse pressionar a ONU a manter o calendário para um processo de recenseamento e votação expeditos o que estava a acontecer no terreno era claramente um esforço para subverter esse processo."

   O recenseamento foi concluído a 06 de Agosto e o referendo, apesar de adiado, acabou por se concretizar, em condições de segurança deploráveis, na data limite de 30 de Agosto, com resultados mais do que previsíveis: votaram 98,6% dos 444.666 recenseados (dos quais 433.576 registados em Timor-Leste) e 78,5 por cento rejeitaram a proposta de autonomia no seio do Estado indonésio.

   A 04 de Setembro, às 09h00 em Díli, eram anunciados os resultados, em simultâneo com a divulgação em sessão aberta do Conselho de Segurança, em Nova Iorque.

   Martin escreve que "o anúncio do resultado foi o sinal para a eclosão da violência". A morte saiu à rua e a perseguição de pessoas e destruição atingiram tais extremos que Xanana Gusmão " à altura ainda em prisão domiciliária em Jacarta " viria a confessar a sua estupefacção ante a carnificina, admitindo mesmo, num momento de consternação extrema, ter cometido "um erro trágico" ao dar o aval para a votação.

   O facto incontornável persiste: os avisos foram ignorados pela ONU. Um plano de terra queimada, "Sapu Jagat", sob a supervisão do major-general Zacky Anwar Makarim (que até meados de Agosto foi, precisamente, um dos elementos de ligação entre as autoridades indonésias e a UNAMET), era do conhecimento confesso das chancelarias e estados-maiores militares (designadamente, da Austrália, Estados Unidos e Holanda), de funcionários da UNAMET, e fôra denunciado por bom número de jornalistas.

   Os elementos mais ponderados do CNRT, em Díli, em particular Leandro Isaac, não alimentavam quaisquer ilusões sobre a iminência de uma razia, o Bispo D. Ximenes Belo apelara ao adiamento da votação (Ian Martin ignora esses apelos no seu relato) e, ainda assim, a UNAMET (cujo pessoal estava desprovido de meios de autodefesa) não tinha planos de contingência para enfrentar o descalabro, à excepção da evacuação para Díli, Darwin ou a Indonésia de funcionários e colaboradores.

O anúncio fatídico
   A própria divulgação dos resultados ainda está envolta em controvérsia. O ex-presidente Habibie afirmou, em entrevista a 27 de Agosto deste ano ao diário "Sydney Morning Herald", ter um acordo com o secretário-geral da ONU para receber um pré-aviso de três dias do resultado de forma a poder declarar o estado de emergência na província e substituir as unidades militares em Timor-Leste por "tropas disciplinadas", sem simpatia pelos integracionistas.

   Habibie sustenta que Annan traiu o acordo, informando-o da iminência do anúncio dos resultados com apenas meia hora de antecedência. O ex-presidente considera que uma eventual substituição de tropas teria "minimizado a violência".

   A existência do acordo foi referida a jornalistas indonésios e estrangeiros, incluindo o autor desta recensão, em Setembro de 1999, por assessores e colaboradores do presidente indonésio, e, de facto, numa brochura editada pela ONU, no ano passado, em Nova Iorque, "The United Nations and East Timor - Self-determination through popular consultation", lê-se na página 39 que a "estimativa aproximada" de sete dias para concluir a contagem "foi mal interpretada no sentido de que o resultado seria anunciado uma semana" depois da votação. Quem poderia ter cometido tal erro de interpretação? A brochura é omissa e Martin também. O responsável da ONU escreve que, concluído o escrutínio na madrugada de dia 04, às 06h00, a UNAMET considerou que "a insegurança crescente pedia um anúncio do resultado o mais breve possível, resultado esse, que de qualquer forma, se podia esperar que transpirasse para o exterior."

   Ian Martin afirma, ainda, que o comandante militar indonésio, coronel Muis, pediu o adiamento da divulgação dos resultados para permitir a chegada de tropas "em princípio mais disciplinadas", mas que o chefe do grupo de contacto indonésio, com a anuência da polícia, concordou com o anúncio.

  A controvérsia é reveladora não só por as alegadas soluções de recurso de    Habibie, apesar do seu irrealismo, não poderem ser descartadas como irrelevantes, mas, também, por a UNAMET ter ignorado o pedido do comandante militar indonésio quando até essa data arriscara avançar com o processo em função do que Martin classifica de "experiência do aumento e diminuição da violência em resposta à pressão política exercida sobre as chefias" militares.

   A conclusão provisória de Martin admite que as forças armadas foram o "centro principal da coordenação e planeamento" dos actos de intimidação e violência, pelo menos ao nível das chefias provinciais, e, "muito provavelmente, acima desse nível". Para o chefe da UNAMET, oficiais superiores e o próprio comandante-em-chefe, general Wiranto, "estavam bem cientes da violência sistemática e disseminada, mas não foram capazes de adoptar medidas para lhe pôr cobro."

   Ciente que as conjunturas favoráveis que levaram à organização expedita da UNAMET e, posteriormente, à intervenção militar internacional dificilmente voltarão a prevalecer, Martin, que independentemente de qualquer erro de julgamento se comportou com uma integridade e coragem invulgares à frente de uma equipa de primeira linha, não duvida que o êxito relativo da missão se deveu, em última análise, à determinação dos "timorenses como povo".

   Este imprescindível relato do actual Representante Especial na Missão das Nações Unidas na Etiópia e Eritreia faz suas as conclusões de uma recente revisão das actividades da ONU em acções de paz e segurança: não é possível aplicar hipóteses de planeamento "na melhor das hipóteses" a situações onde os intervenientes exibiram já historicamente uma conduta "na pior das hipóteses".

  Para Ian Martin o planeamento formal da ONU, em Timor-Leste, baseou-se num cenário, "que nunca foi realista", de actuação "na melhor das hipóteses". O fracasso, ainda que relativo, foi cruel e imerecido.

"Autodeterminação em Timor-Leste", de Ian Martin, Prefácio de Xanana Gusmão, Ed. Quetzal, 286 págs., 2.900$00.


Para Ian Martin o planeamento formal da ONU, em Timor-Leste, baseou-se num cenário, "que nunca foi realista", de actuação "na melhor das hipóteses". O fracasso, ainda que relativo, foi cruel e imerecido.

"Autodeterminação em Timor-Leste", de Ian Martin, Prefácio de Xanana Gusmão, Ed. Quetzal, 286 págs., Lisboa, 2001.


Publicado em Netparque
30 Agosto 2001