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domingo, 9 de setembro de 2012

Bush e as oportunidades da propaganda


 Base de Guantánamo


   Num tortuoso passe de propaganda George Bush tenta fazer do «combate ao terrorismo» o tema político central da campanha eleitoral para o Congresso, mas, independentemente dos problemas que possa colocar à oposição democrática, a Casa Branca persiste numa estratégia nefasta que sapa a legitimidade dos Estados Unidos e compromete os aliados.

   A campanha engendrada pelo estratego Karl Rove traz à ribalta a ameaça do «islamo-fascismo» e exalta a luta contra as «trevas da tirania e terror» que jura subordinar-se ao estrito respeito pela lei e a Constituição em prol da liberdade e segurança.

   Como mensagem simplista para fitos eleitorais é, desde logo, um artifício portentoso para amarrar à Casa Branca os congressistas republicanos em apuros e ansiosos de se distanciarem da desaprovação recorde do presidente nas vésperas da votação de Novembro.

   Os democratas apostados na exploração do impasse iraquiano, das memórias de Katrina, da alta da gasolina, dos escândalos do antigo líder da Câmara Tom DeLay, enquanto avivam os receios das "mortgage moms" e reivindicam o aumento do salário mínimo federal num contexto de crescimento económico, acabam, de novo, obrigados a um debate sobre a ameaça do terrorismo e a segurança nacional.

   Uma matéria que as sondagens deste Verão indicavam ter vindo a cair na hierarquia das preocupações do eleitorado ante as apreensões quanto à economia e à guerra no Iraque (cada vez menos vista como frente da luta antiterrorista apesar do presidente afirmar que a segurança da nação depende do desfecho da «batalha nas ruas de Bagdade») é assim puxada para a primeira linha graças ao privilégio presidencial de marcar a agenda política.

   A manobra é inteligente, perversa e arriscada, mas chega, provavelmente, demasiado tarde para salvar a maioria republicana na Câmara de Representantes - mesmo que talvez seja possível garantir o controlo do Senado - e poupar a Casa Branca a dois anos de desgaste num confronto com um Congresso hostil.

                                     Um debate arriscado

   O Congresso de Washington começou assim esta semana a discussão do compromisso possível com a Casa Branca que possa levar à criação de tribunais militares para julgar os «combatentes inimigos» detidos em Guantánamo na sequência do acórdão do Supremo Tribunal do passado mês de Junho.

   Na agenda os congressistas têm, ainda, o eventual alargamento de poderes de monitorização e escuta de chamadas telefónicas de cidadãos norte-americanos para o estrangeiro no âmbito da vigilância antiterrorista da Agência Nacional de Segurança, igualmente condenado por um tribunal federal em Agosto.

   Finalmente, está em análise a proposta de lei concedendo à CIA poderes para interrogatório coercivo de suspeitos de terrorismo, garantindo, ainda, imunidade retroactiva a responsáveis por eventual uso de tortura na luta anti-terrorista desde 2001.

   Potenciais candidatos presidenciais como o senador republicano John McCain propõem desde já que os tribunais militares que venham a julgar suspeitos de terrorismo recusem, como defende a Casa Branca, testemunhos não juramentados e obtidos sob coacção e que os réus tenham acesso a todas as provas apresentadas pela acusação.

   Outras propostas subscritas por republicanos e democratas admitem que sejam presentes a julgamento testemunhos não juramentados e obtidos sob coacção, desde que não tenha implicado actos de tortura, e que provas tidas como classificadas pela acusação sejam apenas divulgadas aos advogados de defesa sob compromisso de confidencialidade.

   O estatuto dos tribunais a aprovar pelo Congresso para julgar os detidos de Guantánamo, conforme requerido pelo Supremo Tribunal, dificilmente se conformará aos desejos da administração Bush. Politica e legalmente esgotou-se, assim, o tempo em que a Casa Branca podia pretender manter detidos por tempo indefinido e sem assistência legal os suspeitos de terrorismo acantonados em Guantánamo e nas prisões secretas da CIA no estrangeiro.

   Como evitar que julgamentos públicos sob inevitável escrutínio internacional descambem em fiascos judiciais, manipulações legais ou plataformas de propaganda radical islamita, é uma questão essencial que a urgência do calendário eleitoral pode comprometer.

   As questões que levantam os «procedimentos alternativos» de interrogatório por parte da CIA, classificados sumariamente pelo presidente como «duros», mas «seguros, legais e necessários», revelam-se ainda mais delicadas.

   Se o Exército acaba de excluir expressamente na última versão do seu «Manual de Interrogatório» a «tortura» e «tratamentos cruéis e degradantes» nos termos das Convenções de Genebra, independentemente do estatuto legal do prisioneiro, a Casa Branca pretende garantir à CIA o privilégio de recorrer a métodos «duros».

   A definição explícita dos métodos «duros» porá necessariamente em causa a argumentação teorizada por Alberto Gonzales, o mentor legal de Bush, nomeado Procurador-Geral em Fevereiro de 2005.

   O Congresso de Washington não admitirá a tese aventada por Gonzales de que «prisoneiros não-combatentes» de nacionalidade estrangeira possam ser sujeitos a técnicas de interrogatório «não-letais» proibidas pela legislação nacional e internacional desde que se encontrem fora de território norte-americano.

   Depois dos abusos de Abu Ghraib, reconhecidos pelo Pentágono, torna-se igualmente claro que Bush nunca poderá levar avante o seu objectivo de conseguir que o Congresso legisle no sentido de interditar a «terroristas capturados» o direito de processarem judicialmente nos Estados Unidos militares e funcionários civis norte-americanos com base nas Convenções de Genebra.

   O tema é demasiado sensível e a formulação da Casa Branca por demais ambígua para que eventuais abusos possam ser sumariamente ignorados.

   As crescentes fugas de informação oriundas de responsáveis e agentes da CIA e do FBI sobre alegadas objecções operacionais e de princípio quanto ao recurso à tortura em operações clandestinas são sinal de preocupação institucional e ecoam as resistências que Rumsfeld encontrou no Pentágono levando-o a ceder quanto à aplicação das tradicionais leis da guerra.

                               O fim da presidência abusiva

   O sistema judicial norte-americano foi pondo em causa a pretensão da Casa Branca de colocar fora da jurisdição dos tribunais os chamados «combatentes inimigos» e a directiva presidencial de Janeiro de 2002 de que as Convenções de Genebra não se aplicam na luta anti-terrorista.

   Os poderes extraordinários que se arrogou o presidente em matéria de segurança nacional estão a ser gradualmente contestados (como é exemplo a polémica sobre o carácter obrigatório de autorizações de tribunais especiais para monitorizações e escutas telefónicas nos Estados Unidos de cidadãos norte-americanos suspeitos de terrorismo) e as consequências fazem-se sentir.

   Bush viu-se obrigado a reconhecer os programas secretos de detenções da CIA, ainda que continuem no escuro as «extradições extraordinárias», ou seja a entrega de suspeitos às autoridades de estados que aplicam a tortura para obtenção de informações sob orientação de agentes norte-americanos.

   Obrigada a ceder às pressões do sistema judicial, dos altos comandos militares e a um número crescente de responsáveis das agências de segurança e informação a Casa Branca tenta transformar concessões inevitáveis em trunfo eleitoral, mas é muito possível que o debate político lhe possa vir a correr de forma desfavorável.

   Para grande número de governos e largos sectores da opinião pública de países democráticos aliados de Washington persiste o desconcerto ante os argumentos de que práticas ao arrepio da lei internacional e contrárias à própria Constituição norte-americana são o aríete necessário na «longa guerra contra o terrorismo» que continua a confundir perigos distintos em nome da «luta pela civilização».

   Ao eleitorado norte-americano calha em sorte dois meses de propaganda orquestrada por Karl Rove, sob o mote «Só Nós Fazemos Frente Ao Terror», para tentar ultrapassar o desencanto com Bush e alentar as esperanças dos candidatos republicanos fiéis ao presidente.

   Os imponderáveis da guerra no Iraque, as consequências imprevisíveis de atentados terroristas e o eventual acerto ou desacerto do Partido Democrático em argumentar no Congresso e em campanha sobre direitos constitucionais e política de segurança vão pôr à prova o passe de propaganda do «cérebro de Bush» que dificilmente repetirá os triunfos de 2002 e 2004.



Jornal de Negócios
13 Setembro 2006

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sábado, 8 de setembro de 2012

Bush: os anos do fim

Valerie Plame e Joseph Wilson
 
 
   Um ano após a reeleição, o presidente perdeu a iniciativa política e começa a ganhar corpo a ideia de que o actual impasse irá prejudicar os interesses políticos dos seus apoiantes.
  
   Muito em breve o número de militares norte-americanos caídos no Iraque alcançará a fatídica fasquia dos dois mil mortos precisamente na altura em que George Bush se confronta com o pior escândalo dos últimos cinco anos.

   Karl Rove, o «cérebro» da Casa Branca, irá conhecer, ao que tudo indica, o mesmo destino de Lewis Libby, chefe de gabinete do vice-presidente, e ser confrontado com acusações de perjúrio e de violação da Lei de Protecção de Identidades Secretas.

   A denúncia de Valerie Plame como agente da CIA surge aos olhos da opinião pública, que mal digeriu o escândalo de Abu Graibh, como uma retaliação insane contra o seu marido, o embaixador Joseph Wilson, que, em Julho de 2003, acusou publicamente a Casa Branca de manipular informações e mentir sobre a alegada existência de armas de destruição maciça no Iraque.

   A revelação da identidade de uma agente secreta por altos responsáveis governamentais desmoralizou os serviços de informação e contribuiu para alimentar fugas sucessivas sobre a forma como a Casa Branca ignorou sistematicamente todos os dados e análises que punham em causa os planos de guerra.

   À direita as críticas sobem de tom. O antigo conselheiro de segurança nacional de Bush pai, general Brent Scowcroft, ridiculariza, agora, «a ideia evangélica» de que seja possível exportar a democracia por via militar, enquanto o chefe de gabinete do ex-secretário de estado Colin Powell, coronel Lawrence Wilkerson, acusa o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da defesa Donald Rumsfeld de promoverem uma «cabala incompetente» e prosseguirem uma política externa ruinosa, com a conivência de Condoleezza Rice.

   Declarações contraditórias dos altos comandos sobre eventuais reduções do contingente militar e acerca da estabilização do Iraque fragilizam ainda mais a administração que não tem reconhecidamente estratégia alternativa e procura, em vão, recentrar a agenda política e conter as críticas crescentes dos sectores mais direitistas.

   Os índices de aprovação da política presidencial, abaixo dos 40 por cento, não põem ainda em causa a base de apoio republicana, mas as preocupações nas hostes partidárias avolumam-se com a expectativa de maus resultados nas eleições para o Senado e a Câmara de Representantes no próximo ano.

    Os inquéritos judiciais a Tom DeLay, que teve de renunciar à liderança da maioria republicana na Câmara de Representantes face a acusações de financiamentos eleitorais ilícitos, e ao líder no Senado, Bill Fristy, alvo de suspeitas mais difíceis de provar, de insider trading, não moralizam o partido.

   O mais grave, do ponto de vista da direita republicana, é, no entanto, a incapacidade de Bush de avançar uma agenda conservadora - sobretudo na questão do aborto e da disciplina fiscal -, acrescida de sinais de desorientação política.

   À nomeação bem sucedida, mas pouco entusiasmante para os radicais republicanas, de John Roberts para a presidência do Supremo Tribunal, sucedeu-se o fracasso na escolha da advogada Harriet Miers. Um caso de autismo político na linha do falhanço administrativo na gestão do desastre do furacão Katrina que bem revelou os perigos do favoritismo e da reestruturação dos departamentos federais de segurança segundo uma óptica estrita de combate a ameaças terroristas. 

   A bem acolhida indigitação de Bernard Bernanke para a presidência da Reserva Federal surge em fundo às dúvidas sobre o bem fundado da política económica da administração Bush que fracassou no controlo do défice orçamental.

   A alta dos combustíveis, os sinais de quebra no mercado imobiliário a agravar a redução do consumo interno, associadas aos défices comercial e orçamental, não dão grande margem de manobra a Bush, apesar das previsões da Reserva Federal apontarem para a manutenção de taxas de crescimento de 3,5 por cento no corrente ano e de 3,25 ou 3,5 por cento em 2006, à semelhança do que vem ocorrendo desde 2002.

   A tentativa de promover uma reforma do código fiscal, a última cartada de Bush para retomar a iniciativa política, encontra forte oposição no Congresso que já bloqueou as propostas de privatização da segurança social.

   Um ano após a reeleição, o presidente perdeu a iniciativa política e começa a ganhar corpo a ideia de que o actual impasse irá prejudicar os interesses políticos dos seus apoiantes.

   Em Dezembro de 2001 George Bush tomou a decisão de invadir o Iraque. Quatro anos o Iraque tem uma constituição que aliena a comunidade sunita e está a braços com uma insurreição que levará muito tempo da debelar.

   O espectro do Iraque assombra a Casa Branca. É a questão que paralisa a administração. Bush não pode declarar vitória e retirar; pede tempo, mas já não convence a opinião pública.

   Certo é que escândalos e crises de conjuntura são comuns, mas se os derradeiros três anos de presidência redundarem em gestão de expedientes para obviar a escândalos maiores e impotência estratégica, então, o panorama é mesmo muito negro.



Jornal de Negócios
26 Outubro 2005



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domingo, 2 de setembro de 2012

O pesadelo de Clinton paira sobre Obama




   Barack Obama fracassou, tal como Bill Clinton, na tentativa de reforma global do sistema de saúde e, agora, tenta escapar à sorte do seu antecessor que a meio do primeiro mandato viu os republicanos ganharem a maioria no Congresso que manteriam de 1994 a 2006, com apenas uma curta desfeita no Senado entre 2001 e 2002.

   O discurso deste quarta-feira do Estado da Nação incidirá essencialmente sobre criação de emprego e contenção do défice orçamental e marcará uma nova estratégia para tentar contrariar a bem sucedida campanha republicana de crítica ao alegado despesismo da administração democrática que leva já a maioria do eleitorado (56 % dos inquiridos num inquérito da Gallup de 8-10 deste mês) a manifestar-se contra a política económica da Casa Branca.

   Invocar o êxito do primeiro ano na estabilização da economia não basta para fazer esquecer que a taxa de desemprego subiu de 8,5 % em Janeiro de 2009 para 9,7 % em Dezembro, quando Obama apontara como objectivo fazê-la baixar para 8 % até ao final do ano.

                                            O défice desde já
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   Um primeiro passo para inverter a crescente percepção negativa do eleitorado obriga Obama a propor desde já medidas de contenção orçamental.

  O défice ascendeu a 1,4 triliões de dólares no ano fiscal que terminou a 30 de Setembro, 9,9 % do PIB, e deveria, segundo as projecções da Casa Branca reduzir-se gradualmente para 4,2 % em 2014, aumentando posteriormente devido a custos com pensões e saúde.

  A estimativa avançada ontem pelo Gabinete do Orçamento do Congresso aponta para um défice de 1,35 triliões no ano fiscal de 2010, 9,2 % do PIB, prevendo uma melhoria orçamental até meados da década, seguida de nova degradação.

  A dívida pública nos cenários do Gabinete do Congresso deverá ultrapassar os actuais 60 % do PIB para valores superiores a 100 % no final da década, com os pagamentos de juros de dívida a passarem dos actuais 207 mil milhões de dólares/ano para 723 mil milhões de dólares em 2020. As pressões para um aumento das taxas de juro das obrigações do tesouro serão, portanto, enormes.

   A degradação orçamental, dos 236 mil milhões de dólares de superavit que Clinton legou e que a administração de George W. Bush viu transformar-se no défice de 1,3 triliões de dólares que Obama herdou ao chegar à Casa Branca, não pode ser continuar a ser subestimada.

  Politicamente a tirada do antigo cérebro de Bush, o conselheiro Karl Rove, de que os défices em oito anos de administração republicana não ultrapassaram a média de 3,2 % do PIB, pouco acima da média de 2,7 % do pós-guerra, enquanto os planos de Obama apontam para uma média de 4,2 % na próxima década, marca o debate político.

  O argumento de Rove, exigindo cortes de impostos e da despesa pública, colhe maior favor junto do eleitorado do que a argumentação democrata de que o pacote de estímulos à economia de 787 mil milhões de dólares, elemento fundamental para evitar a pior crise desde a Grande Depressão precipitada pelo laxismo financeiro de Bush, se mostrou eficaz e está em vias de ser ressarcido.

                                       Primeiros cortes

   A proposta que será incluída no orçamento a apresentar a 1 de Fevereiro de congelar gastos durante três anos em diversos departamentos (segurança nacional e programas de ajuda internacional não especificados excluídos) que no último ano representavam 477 mil milhões de dólares num montante global 3,5 triliões de dólares terá, a ser aprovada, um impacto diminuto.
  
   O congelamento abrange apenas 17 % das despesas orçamentadas e o seu alcance é limitado, na ausência de cortes significativos nos sectores de saúde e segurança social, ainda que anule o aumento de 7,3 % que Obama requisitara no ano passado precisamente para as áreas agora em causa.

   Às medidas entretanto anunciadas de benefícios fiscais para famílias com rendimentos anuais inferiores a 85 mil dólares, reformados e agregados familiares com crianças a cargo, irão juntar-se novos programas para recuperação dos 7 milhões de postos de trabalho perdidos desde Dezembro de 2007.

   Mesmo a concretizar-se a previsão do FMI de um crescimento da economia norte-americana de 2,7% este ano, Obama arrisca uma punição eleitoral em Novembro que poderá custar-lhe a maioria quer na Câmara de Representantes (256 mandatos democratas vs. 178 republicanos), quer no Senado onde a minoria republicana recuperará a sua capacidade de bloqueio legislativo com a entrada do seu recém-eleito senador pelo Massachusetts.

   Na tentativa de salvaguardar os candidatos democratas de temas eleitoralmente perniciosos as iniciativas de reforma do sector da energia e de redução de emissões tóxicas deixarão de assumir prioridade política, inviabilizando propostas para acordos internacionais vinculativos em matéria de combate ao aquecimento global.

   Presentemente é impossível que o Senado aprove um compromisso que permita fazer valer a lei votada em Junho na Câmara de Representantes por apenas 219 a favor e 212 contra que visava reduzir para 17 % em 2020, em relação a valores de 2005, as emissões de gases com efeito de estufa.

   Uma nova estratégia doméstica marcada pelos esforços de apoios à criação de emprego e contenção do défice implica abandonar os grandes projectos de reforma nos sectores da saúde e energia assim se frustam as ambições que levaram Obama à Casa Branca.


Jornal de Negócios
27 Janeiro 2010

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