Mostrar mensagens com a etiqueta Gordon Brown. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gordon Brown. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

The Sun faz a cama a Gordon Brown



   Por cá os jornais metem-se em muitas embrulhadas, mas não apoiam em regra candidatos à chefia do governo.
 
   Quanto mais não seja porque o mercado é pequeno. Seria quase fatal para um jornal declarar apoio a um partido e arriscar perder leitores.

  Noutros países a tradição é bem diferente.

  Na Grã-Bretanha, por exemplo, o apoio declarado de um tablóide como The Sun, o jornal de maior circulação no país, é em regra crucial.

 The Sun não são só as manchetes assassinas, as historietas e escândalos das celebridades do momento, a modelo meio nua na terceira página.

 É mais do que isso: é uma enorme influência política e sendo feito para vender e vender muito, porque vende mais de três milhões de exemplares por dia, tem um faro especial para seguir as tendências do eleitorado. 

  Apesar de evidentes sinais de mau gosto e chauvinismo ou então por causa disso este sol que alumia o Reino de Isabel II é um sucesso: foi fundado em 1964 e cinco anos depois passou para as mãos do australiano Rupert Murdoch.

  O barão dos media tornou The Sun no rei dos tablóides.

  O jornal começou por apoiar os trabalhistas, mas em 1979 apaixonou-se por Margaret Tatcher.

  Só voltou a conhecer paixão tamanha quando descobriu Tony Blair nos idos da eleição de 1997 e ficou assim neste enlevo ao lado dos trabalhistas até hoje.

  Porque esta quarta-feira assassinou o primeiro-ministro Gordon Brown.

  Reza a manchete: depois de 12 longos anos no poder este governo perdeu o norte e agora também perdeu o apoio do Sun.

  Não podia ser pior para o sucessor de Blair.

  Na véspera Brown apelara aos militantes na conferência anual dos trabalhistas para não perderem a esperança. Disse para acreditarem numa vitória nas eleições do próximo ano, mas, de facto, acontece que a crise económica é terrível e os trabalhistas foram clamorosamente derrotados nas últimas votações para o Parlamento Europeu e os conselhos locais.

  As sondagens são do mais desanimador possível: em intenções de voto estão muito abaixo dos conservadores de David Cameron, são mesmo ultrapassados pelos democratas-liberais.

  Agora, Brown levou uma facada do Sun.

  Para pôr a coisa em pratos limpos pode bem dizer-se à boa maneira tablóide: The Sun acaba de fazer a cama a Gordon Brown.    

TSF / O Mundo num Minuto
30 Setembro 2009

Um primeiro-ministro irascível





    Chatarrão, maçudo, desajeitado, sem grandes dotes para cativar simpatias, tais são algumas das pechas assacadas a Gordon Brown desde que saltou para a ribalta ao assumir, em Maio de 1997, a tutela das finanças da Grã-Bretanha e, agora, juntaram-se-lhe acusações de irascibilidade e intimidação do pessoal menor em Downing Street.

   Nunca foi cativante a imagem pública do sucessor de Tony Blair e quando finalmente chegou a primeiro-ministro, em Junho de 2007, depois de muita acrimónia nos bastidores, Brown desperdiçou o seu capital político ao hesitar nesse Outono em convocar eleições antecipadas.

   Ninguém lhe negava qualidades intelectuais para enfrentar o negrume de 2008-2009, que Brown classifica como "a primeira crise da globalização", mas a economia do Reino Unido sofreu no ano passado uma contracção de 4,8%.

   Seis trimestres recessivos (uma quebra de 6% do PIB) saldaram-se por sucessivos desaires eleitorais para os trabalhistas, e o fim da mais longa recessão desde o pós-guerra no derradeiro trimestre de 2009 (com um magro crescimento de 0,1%) deixa em aberto previsões de crescimento para este ano que não ultrapassam os 1,4%, enquanto o défice orçamental superará os 12 %.

                                         Humilhado e persistente
   Ainda assim, Gordon Brown resistiu às humilhações nas eleições locais de Maio de 2008 e nas europeias de Junho do ano passado, torneou desafios à sua liderança, aguentou as reticências de grande número de deputados trabalhistas e segurou o seu ministro das finanças Alistair Darling nas tormentas da falência do banco Northern Rock, do extravio de dados pessoais de 25 milhões de beneficiários de abonos de família e no fiasco da taxa da redução dos impostos sobre rendimentos.

   Com eleições à porta, provavelmente a 6 de Maio, os trabalhistas só este mês começaram a vislumbrar alguma esperança nas sondagens sobre intenção de voto.

   O "The Guardian" e o "The Sun" publicaram, na terça-feira, sondagens que podem vir a negar aos conservadores uma maioria no parlamento. 37% para os conservadores de David Cameron, 30% para os trabalhistas e 20% para os democratas-liberais de Nick Clegg, segundo "The Guardian/ICM" e 39%, 33% e 17%, na mesma ordem, de acordo com "The Sun/YouGov".

   Estes inquéritos, que põem em causa uma consistente vantagem dos conservadores, que chegaram a ultrapassar em 21 pontos os trabalhistas no Verão de 2008, não reflectem a polémica aberta pela publicação no domingo no semanário "The Observer" de excertos de um livro do jornalista Andrew Rawnsley, The end of the party, com alegações de um cadastro de intimidações a subordinados e funcionários de Downing Street por parte do primeiro-ministro.

   Abusos verbais, acessos de ira, muita papelada e objectos vários pelos ares, afora pormenores deveras caricatos, constam do relato do bem informado Rawnsley, que, mais significativamente, não traz dados novos sobre as disputas entre Brown e outras luminárias trabalhistas como Jack Straw, David Miliband ou Alistair Darling, e, sobretudo, é omisso quanto a desacatos mais graves e politicamente comprometedores.

                                          Irado em má altura
   Em poucos dias sucederam-se a inevitável manchete "The Prime Monster", do "The Sun", ou comentários mais cordatos, como o do colunista principal do "The Times", Daniel Finkelstein, que optou por concluir que Brown "não é, de forma alguma, má pessoa, apenas se comporta mal".

   Cameron exigiu um inquérito, gerou-se confusão sobre alegações imprecisas de queixas de funcionários de Downing Street, ouviram-se desmentidos oficiais e chegaram revelações de um estudo do gabinete do primeiro-ministro indicando que um terço dos seus 1 270 funcionários pretendem deixar o emprego queixando-se de um ambiente malsão.

   À primeira vista assiste-se a pequena tempestade irrelevante quando os trabalhistas tentavam relançar a imagem de um Brown simpático e tão preocupado com a fome em África quanto com a sorte do eleitor mais próximo versus um aristocrático David Cameron sem experiência governativa, menos de nove anos de parlamento e líder da oposição desde Dezembro de 2005, acusado, ainda por cima, de falta de competência para as complexidades da recuperação económica.

    Contudo, apesar da chamada de atenção feita terça-feira pelo governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, para as incertezas que rodeiam uma frágil recuperação económica e a necessidade de apresentar rapidamente um plano consistente de redução do défice orçamental e reestruturação do sistema bancário e financeiro, muito da próxima eleição vai jogar-se em questões de carácter.

                                   Um parlamento sem maioria
   Frente a um Cameron, de ar gentil e conhecido pelas suas andanças de bicicleta, clamando que chegou a alternativa conservadora para reduzir um défice orçamental recorde, nada convém a Brown a imagem de chefe de governo irascível e enredado em intermináveis complots com os seus pares trabalhistas.

   E, no entanto, pela primeira vez, Brown, desajeitado, maçudo, chatarrão, assolado por acessos de fúria, vislumbra alguma esperança de evitar um desaire eleitoral. Se confirmar a reviravolta nas tendências de intenção de voto, poderá, pelo menos, aspirar a um parlamento sem maiorias absolutas.

   O exemplo não é, contudo, demasiado inspirador.

   Na eleição de Fevereiro de 1974, o conservador Edward Heath perdeu a maioria absoluta, não conseguiu acordar um governo de coligação, e o Labour de Harold Wilson acabou por formar um executivo minoritário.

   O líder trabalhista convocaria novas eleições em Outubro e arrancaria então a maioria com mais três deputados.

   Aconteceu em 1974 e o irascível Brown bem pode agora controlar acessos de fúria para, pelo menos, pensar numa coligação.

Jornal de Negócios
24 Fevereiro 2010

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=411671

domingo, 9 de setembro de 2012

Blair das Arábias




   O barão Michael Abraham Levy termina hoje as funções de enviado especial do primeiro-ministro do Reino Unido para o Médio Oriente e o deputado trabalhista por Sedgefield, Anthony Charles Lynton Blair, prepara-se para assumir o cargo de enviado especial do Quarteto, o grupo negocial USA-UE-Rússia-ONU para a desordem israelo-palestiniana.

   Nada consta de útil quanto aos cinco anos de pretensa mediação levantina do empresário milionário da música pop britânica, líder da comunidade judaica em terras de Isabel II, angariador de fundos e influências por conta dos trabalhistas, elevado por Blair à Câmara dos Lordes em 1997, que continua a contas com a justiça por alegadas vendas de títulos nobiliárquicos em prol de sustento ao governo e ao partido.

   Muito consta, por outro lado, da maquinação da futura encarnação de Tony Blair fruto de meses de congeminações em Washington que desconcertaram as chancelarias.

   Desde que a nomeação de Blair começou a ser ventilada na semana passada por Condoleezza Rice passaram off the record para a imprensa votos de consternação da parte do ministro dos negócios estrangeiros alemão Frank-Walter Steinmeier que presentemente lidera a representação europeia no Quarteto.

   Reticências sérias chegaram também a público por via do denodado Javier Solana e o chefe da diplomacia russa Sergei Lavrov, após manifestar umas quantas objecções, optou por deixar correr o marfim.

   Gordon Brown fechou-se em copas e o secretário-geral da ONU Ban Ki Moon viu-se reduzido à sua impotência que começa a tornar-se preocupante.

                       UM MEDIADOR DESCONCERTANTE

   O Quarteto foi criado em 2002 na sequência da declaração de Junho de George W. Bush a favor da criação de um estado palestiniano independente que oferecesse garantias de segurança a Israel.

   Em Abril de 2003, o Quarteto apresentou um plano: o Roteiro de Paz.

  Visava uma solução final e compreensiva do conflito israelo-palestiniano a concretizar-se em 2005. O objectivo passava pelo estabelecimento de um estado palestiniano democrático e independente e acordos de paz entre Israel e todos os estados árabes.

  Mahmoud Abbas tornou-se, em Março de 2003, primeiro-ministro de Yasser Arafat e o Quarteto apostou na institucionalização de um estado palestiniano.

  Na expectativa da retirada unilateral israelita de Gaza, concretizada em Agosto de 2005, o Quarteto nomeou, logo em Maio, o seu primeiro enviado especial: o antigo presidente do Banco Mundial, o australiano naturalizado norte-americano James Wolfensohn.

   O enviado nem um ano esteve no cargo. Wolfensohn demitiu-se em Abril de 2006, argumentando ser impossível instituir um estado palestiniano devido à vitória eleitoral do Hamas em Janeiro desse ano, aos crescentes conflitos políticos entre os palestinianos e às obstruções de Israel.

   Agora, o Quarteto não tem plano para relançar negociações e surge Blair por pressão de Bush.

   A credibilidade como mediador levantino do político que esta quarta-feira deixa a chefia do governo de Londres é quase nula. Blair foi com Bush o impulsionador da ocupação falhada no Iraque. No Verão do ano passado alinhou com Washington para atrasar uma trégua na guerra do Líbano de modo a dar tempo a Israel para tentar vencer o Hizballah.

   Não se vê que confiança Blair possa inspirar a palestinianos e aos estados árabes que são parte fundamental das negociações por mais que algum cínico avente que as possíveis conivências de Blair com as luvas pagas pela BAE Systems para venda de caças Eurofigher Typhoon à Arábia Saudita possam abrir portas em Riade.

   Israel tem, por sua vez, certas reservas porque Blair se opôs à expansão dos colonatos judeus na Cisjordânia, mas, ainda assim, o primeiro-ministro Ehud Olmert vê com bons olhos a chegada de Blair às cercanias de Gaza.

   As pretensões israelitas de ocupação de territórios na Cisjordânia, contestadas por americanos, europeus, russos e a ONU, levantarão sempre questões delicadas seja quem for o mediador e não será por minudências que o governo de Telavive recusará um putativo mediador relativamente compreensivo.

                                 A AMBIÇÃO QUE TUDO CEGA

  No seio do Quarteto, a situação é igualmente complicada.

  A Rússia não tem confiança num chefe de governo que fez frente a Vladimir Putin e as tentativas frustradas de Moscovo para levar o Hamas a dialogar seriamente com Israel deixaram um amargo de boca ao Kremlin.

  Na União Europeia, Javier Solana verá a sua posição de mediador über alles comprometida com eventuais iniciativas paralelas de Blair e a maior parte dos estados membros duvidam da viabilidade de uma opção sustentada por Washington de apoio declarado à Fatah da Cisjordânia para isolar e levar à bancarrota o Hamas em Gaza.

  O sucessor Gordon Brown tem o mesmo problema, mas, pelos vistos, ninguém quer de momento opor-se a Bush.

  Boa parte dos parceiros europeus e a Rússia não parecem, aliás, alimentar qualquer esperança para próximos êxitos diplomáticos e preferem que outros se queimem em negociações condenadas ao fracasso.

  Tony Blair sai do governo com apenas 54 anos e tem compreensivelmente grandes ambições.

   O diálogo inter-religioso e civilizacional constam dos planos de um anglicano de simpatias católicas, o aquecimento global e suas consequências são motivação cara a político com um mínimo de discernimento, o desenvolvimento de África é outra questão a motivar iniciativas de estadista na reserva planetária.

   Agora, o avatar de enviado especial para o Médio Oriente por parte do Quarteto redunda num convite envenenado que russos e boa parte da burocracia e dos governos da União Europeia deixam sobrar para um político ambicioso que invoca o êxito negocial na Irlanda do Norte como exemplo para o Levante.

   O mais extraordinário é que o próprio Blair, já para não falar de Bush que é caso à parte, continua completamente cego quanto às nefastas consequências da invasão do Iraque para a sua credibilidade de estratego.

   O Médio Oriente, a Palestina e Israel, desorientam notoriamente até os políticos mais dotados, sobretudo, quando a folia do spin, do virar o bico ao prego, consomem vocações.


Jornal de Negócios
27 Junho 2007


http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=298255

domingo, 2 de setembro de 2012

A ressaca eleitoral para lá de Sócrates e Manuela



 
   Gordon Brown vai ser um dos maiores perdedores das eleições desta semana nos 27 e o descalabro trabalhista no Reino Unido augura o pior para o Tratado de Lisboa e as relações entre Londres e os parceiros europeus.

   A única dúvida que sobra das sondagens é saber se o Partido Trabalhista acaba ultrapassado pelos Democratas-Liberais de Nick Clegg e até que ponto um eleitorado exasperado com a recessão e os abusos de dinheiros públicos pelos deputados de Westminster acabará por dispersar-se a favor dos Verdes de Caroline Lucas, do United Kingdom Independence Party, que deplora a participação na UE, e dos candidatos de extrema-direita do British National Party.

   As votações simultâneas para 34 concelhos locais em Inglaterra também nada indiciam de bom para os trabalhistas, que, na expectativa de uma participação nas eleições europeias na ordem dos 38%, tal como em 2004, se arriscam a quedar-se com pouco mais de 20% dos votos.

   A confirmarem-se os piores augúrios, uma votação inferior a 20%, os dirigentes trabalhistas terão de considerar a séria possibilidade de nas eleições legislativas de 2010 correrem o risco de uma derrota comparável à bancarrota de 1983, quando Margaret Thatcher arrebatou 42% dos votos contra apenas 28% de Michael Foot.

                                Brown já era e Cameron complica

   A derrota anunciada de Brown porá em causa a sua intenção de promover uma reforma constitucional, mas a deplorável situação dos trabalhistas levará, provavelmente, muitos rivais a ponderarem duas vezes antes de tentarem derrubar o líder ou sequer apoiarem a convocação de eleições legislativas antecipadas.

   Nem a remodelação do governo, que poderá custar o lugar ao ministro das finanças Alistair Darling, também apanhado no escândalo de despesas fraudulentas, deverá ser suficiente para dar novo ímpeto aos trabalhistas, que se encontram presentemente a cerca de 20 pontos de distância dos conservadores nas intenções de voto.

   A magna questão que importa tanto quanto o que aconteça em Portugal ou na Alemanha tem, entretanto, a ver com uma declaração inopinada do mais que provável próximo primeiro-ministro britânico.

   David Cameron fez um discurso radical a 26 de Maio que nem levantou muitas ondas, tal é a desconfiança corrente entre a opinião pública britânica face aos alegados malefícios de Bruxelas.

   O líder conservador anunciou, no entanto, uma viragem radical na atitude dos "Tories" em relação à União Europeia.

   Até então, o Partido Conservador tinha-se limitado a prometer um referendo caso o Tratado de Lisboa não tivesse entrado em vigor à data em que chegasse ao poder, o que levaria, na previsível vitória de eurocépticos e eurofóbicos, à anulação da ratificação britânica.

   Agora, Cameron, que tem excelentes hipóteses de pôr termo ao ciclo trabalhista iniciado com a vitória de Tony Blair em Maio de 1997, assevera que é imperioso reverter para o Reino Unido os poderes alienados a favor da União Europeia.

   O líder conservador assegura, taxativo, que, em qualquer circunstância, convocará um referendo sobre o Tratado de Lisboa, exigirá aprovação referendária de eventuais alienações de poderes nacionais, promoverá um escrutínio detalhado no Parlamento das regulamentações da EU e da aplicação dos orçamentos de Bruxelas, além de reforçar os poderes dos juízes britânicos face à legislação europeia.

   Com esta declaração inopinada, Cameron meteu-se numa camisa de sete varas que lhe deixa escassa margem de manobra.

                                  Londres a léguas de Bruxelas
 
    Na mais que provável hipótese de chegar ao Nº 10 de Downing Street, o líder conservador ou cumpre a sua promessa e entra em confronto com os parceiros europeus, ou então renega as declarações e sujeita-se de imediato às críticas da ala maioritária de eurocépticos e eurofóbicos entre os conservadores britânicos, o que em qualquer circunstância é vendaval garantido.

   Mesmo que o referendo irlandês em Outubro aprove o Tratado de Lisboa, que o Tribunal Constitucional de Karlsruhe não levante objecções à ratificação pelo parlamento alemão, e que os presidentes Lech Kaczynski e Vaclav Klaus assinem os compromissos da Polónia e da República Checa, a reforma institucional da União bem pode encalhar nas costas britânicas.
Assunto de somenos, nunca falado por cá.

  Coisa tremenda que poderá dar cabo do que se aventa por terras portuguesas e um destes dias, de repente, sem que se tenha reparado muito nisso, fica em causa o que Vital, Rangel, Sócrates e Manuela davam por assegurado.

Jornal de Negócios
03 Junho 2009