Quanto tempo mais poderá durar o pontificado de Bento XVI?
Joseph Ratzinger foi precisamente o primeiro pontífice a assumir publicamente que não hesitaria em resignar.
Renunciaria no caso de sentir não ter condições fisícas, psiquícas ou espirituais para desempenhar as suas obrigações.
Renúncia de um papa só por duas vezes aconteceu; a última há seiscentos anos por Gregório XII nas querelas do Grande Cisma do Ocidente.
João Paulo II, antecessor de Bento XVI, fez questão de carregar a sua cruz até ao fim numa agonia que foi testemunhada por todo o mundo.
Mas o pontífice alemão que hoje faz 85 anos é bem diferente na sua abordagem e bem menos emotivo que o papa polaco.
Os ventos não lhe foram favoráveis.
Desde a eleição em 2005 tem tentado impor a sua ortodoxia, mas foi atingido em cheio pelos pecados mortais da igreja.
Não conseguiu dar uma resposta pública convicente, nem impor punições exemplares aos clérigos responsáveis por milhares de crimes de pedófila que justamente abomina.
Por outro lado, Bento XVI pouco dado às manifestações ecuménicas efusivas de João Paulo II que considerava falhas de substância doutrinal cometeu erros de palmatória nas relações com muçulmanos e judeus que inquinaram o chamado diálogo das religiões.
A abordagem altamente culta e racionalista de temas teológicos, uma longa vida de intervenção sobre questões de valores, deixam marcas nos debates intelectuais, mas dizem pouco aos crentes.
Na Europa e na América do Norte a influência da igreja é cada vez menor e a Ásia não é o continente de eleição do catolicismo.
Pela América Latina o catolicismo continua a ceder terreno às correntes do cristianismo evangélico.
Em África, o outro continente onde a igreja de Bento XVI ainda cresce, certas atitudes conservadoras do clero que agradam ao Vaticano vão a par de práticas muito heterodoxas.
Contudo, não virá nem de África, nem das Américas o sucessor de Bento XVI. Será quase por certo italiano, pois a tal conduzem os equilíbrios no colégio cardinalício.
Bento XVI é já um dos papas mais velhos da longa história cristã.
É respeitado, mas está longe de despertar paixões.
E as paixões são do que mais importa em matéria de fé.
Joseph Ratzinger foi precisamente o primeiro pontífice a assumir publicamente que não hesitaria em resignar.
Renunciaria no caso de sentir não ter condições fisícas, psiquícas ou espirituais para desempenhar as suas obrigações.
Renúncia de um papa só por duas vezes aconteceu; a última há seiscentos anos por Gregório XII nas querelas do Grande Cisma do Ocidente.
João Paulo II, antecessor de Bento XVI, fez questão de carregar a sua cruz até ao fim numa agonia que foi testemunhada por todo o mundo.
Mas o pontífice alemão que hoje faz 85 anos é bem diferente na sua abordagem e bem menos emotivo que o papa polaco.
Os ventos não lhe foram favoráveis.
Desde a eleição em 2005 tem tentado impor a sua ortodoxia, mas foi atingido em cheio pelos pecados mortais da igreja.
Não conseguiu dar uma resposta pública convicente, nem impor punições exemplares aos clérigos responsáveis por milhares de crimes de pedófila que justamente abomina.
Por outro lado, Bento XVI pouco dado às manifestações ecuménicas efusivas de João Paulo II que considerava falhas de substância doutrinal cometeu erros de palmatória nas relações com muçulmanos e judeus que inquinaram o chamado diálogo das religiões.
A abordagem altamente culta e racionalista de temas teológicos, uma longa vida de intervenção sobre questões de valores, deixam marcas nos debates intelectuais, mas dizem pouco aos crentes.
Na Europa e na América do Norte a influência da igreja é cada vez menor e a Ásia não é o continente de eleição do catolicismo.
Pela América Latina o catolicismo continua a ceder terreno às correntes do cristianismo evangélico.
Em África, o outro continente onde a igreja de Bento XVI ainda cresce, certas atitudes conservadoras do clero que agradam ao Vaticano vão a par de práticas muito heterodoxas.
Contudo, não virá nem de África, nem das Américas o sucessor de Bento XVI. Será quase por certo italiano, pois a tal conduzem os equilíbrios no colégio cardinalício.
Bento XVI é já um dos papas mais velhos da longa história cristã.
É respeitado, mas está longe de despertar paixões.
E as paixões são do que mais importa em matéria de fé.
O Mundo num Minuto / TSF
18 Abril 2012
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