A retórica política é um mundo de ilusões.
Atente-se nisto: uma política correcta pode assegurar o equilíbrio do desequilíbrio.
A tirada é do ministro da economia de Espanha.
Disse esta tarde Luis de Guindos que as medidas do executivo de Madrid estão a conseguir o equilíbrio do desequilíbrio e explicou-se, salvo seja.
É assim, tese em três pontos: as finanças públicas estão em situação de alto risco; é preciso chegar a um ponto de equilíbrio dentro de quatro anos; a política do governo vai por bom caminho.
Para já, no entanto, terá de ir borda fora a promessa do Partido Popular de não subir o IVA: em 2013 vão aumentar em 8 mil milhões de euros os impostos indirectos.
Portanto, o IVA terá de subir, apesar do ministro evitar admitir expressamente o inevitável.
A contrapartida virá numa baixa das contribuições sociais.
A falta de capital da banca e os défices das comunidades autónomas vão, de resto, obrigar as outras medidas drásticas, tão severas quantos os cortes para este ano.
Mais de 42 mil milhões de euro é o montante dos cortes impostos pelo governo de Mariano Rajoy para tentar reduzir o défice do orçamento de 8,5 para 5,3 por cento no final de 2012.
O desemprego agrava o panorama: contavam-se no final de Março mais de 5 milhões e 600 mil desempregados, uma taxa de 24 por cento.
As possibilidades de criação de emprego são nulas a curto prazo.
Empregos só a partir de 2014, partindo do princípio de que a economia comece a crescer no próximo ano.
Acresce que as reformas demoram a produzir os efeitos
pretendidos, as medidas de austeridade acentuam a recessão, reconhece, por sinal, o ministro espanhol.
Isto um dia depois da Standard and Poors rever em baixa a notação de crédito espanhola.
Ficou ao mesmo nível da Itália, ou seja capacidade de pagamento adequada.
Uma classificação baixa que dificulta o acesso ao crédito.
Situação perigosa dadas as necessidades de financiamento externo para fazer face às necessidades de capital da banca espanhola que se debate com a alto do crédito mal parado.
É do pior para Portugal quando um ministro espanhol aspira a equilibar o desequilíbrio.
Espanhóis e portugueses vão-se habituando à dieta do cavalo do inglês.
A ração vai minguando e para muitos já pouco falta para, tal como o cavalo, atingirem o ponto de equilíbrio.
Isto um dia depois da Standard and Poors rever em baixa a notação de crédito espanhola.
Ficou ao mesmo nível da Itália, ou seja capacidade de pagamento adequada.
Uma classificação baixa que dificulta o acesso ao crédito.
Situação perigosa dadas as necessidades de financiamento externo para fazer face às necessidades de capital da banca espanhola que se debate com a alto do crédito mal parado.
É do pior para Portugal quando um ministro espanhol aspira a equilibar o desequilíbrio.
Espanhóis e portugueses vão-se habituando à dieta do cavalo do inglês.
A ração vai minguando e para muitos já pouco falta para, tal como o cavalo, atingirem o ponto de equilíbrio.
O Mundo num minuto /TSF
27 Abril 2012
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